O início das operações em UMTS poderá voltar a ser adiado, depois dos quatro operadores a quem foram atribuídas licenças TMN, Vodafone, Optimus e Oni Way afirmarem que não existem condições técnicas para que isso aconteça já no final deste ano.
O arranque do UMTS tem vindo a levantar algumas polémicas. A questão mais controversa é a que se relaciona com a ainda não concretizada interligação da Oni Way às redes Vodafone ou Optimus, ordenada pela Anacom. Este impasse levou a Oni Way a apresentar uma queixa à Comissão Europeia e a instaurar um processo no Tribunal da Comarca de Lisboa contra os dois operadores, afirmando que tem prejuízos mensais de cerca de 10 milhões de euros. A indemnização pedida ronda os 46 milhões de euros.
Esta semana, a Optimus, na voz do seu presidente, António Casanova, já afirmou que só vai ceder a interligação da sua rede à Oni Way quando esta tiver cumprido os compromissos da candidatura e que está disposto a recorrer aos tribunais, caso o regulador obrigue a Optimus a ceder a interligação antes da entrada em funcionamento do UMTS .
As negociações entre a EDP detentora da Oni Way e a Sonae.com proprietária da Optimus , com vista à fusão dos serviços de comunicações fixas das duas empresas, está longe de chegar ao fim, uma vez que não há entendimento quanto ao papel a desempenhar por cada uma no seio da nova solução.
As mesmas dificuldades que assolam o mercado português também se verificam no resto da Europa. As principais causas que impedem o arranque do UMTS são o número reduzido de terminais para comercialização; as dificuldades técnicas, como a passagem de voz entre redes de segunda e de terceira geração; o excesso de licenças de UMTS ; a dívida elevada resultante dos investimentos nas licenças e o contexto negativo que retrai o consumo dos utilizadores.
Assim, a terceira geração móvel corre o risco de entrar em funcionamento apenas no final de 2003 ou princípio de 2004, uma vez que os especialistas afirmam que o negócio só se tornará comercialmente viável a partir de 2005.
Entretanto, segundo uma notícia publicada hoje no Público, a União Europeia anunciou que autoriza a partilha de redes UMTS , com o objectivo de reduzir os custos dos operadores e acelerar o desenvolvimento da terceira geração móvel.
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