2041 — CBE investe 750 mil euros em novas áreas de negócio

May 7, 2003 | Conteúdos Em Português

Carlos Barroqueiro, administrador da CBEA CBE vai investir 750 mil euros em novas áreas de negócio em 2003, atendendo a que a actual conjuntura é «uma oportunidade para consolidar posições, atacar novos mercados, criar valor e ser um parceiro de eleição». Palavras do administrador executivo da CBE, Carlos Barroqueiro, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2002 e estratégias em 2003 realizada ontem, em Lisboa.

Adequar a empresa «à realidade daquilo que viria a ser o mercado em 2003, sabendo de antemão que seria um ano difícil» e antecipando uma retoma da economia «que só deverá acontecer em 2004» foi o objectivo da reestruturação iniciada pela CBE no ano passado, nas suas unidades de negócio e competências estratégicas.

Segundo Carlos Barroqueiro, esta reestruturação marca o início de uma adequação efectiva das competências técnicas da CBE aos desafios do sector, com vista a «um posicionamento ainda mais forte em 2003». A especialista em Engenharia e Construção de Infra-Estruturas de Telecomunicações registou, em 2002, um volume de negócios na ordem dos 8.5 milhões de euros.

Para consolidar o seu crescimento, em 2003 a CBE deverá realizar um investimento na ordem dos 750 mil euros em novas áreas de negócio. No sector da Banca, por exemplo, a CBE prepara-se para apresentar uma gama de soluções, na sequência de uma importante parceria que efectuou com uma instituição financeira «de vulto no mercado nacional».

A empresa tem também adjudicada a construção de infra-estruturas de várias redes de Fibra Óptica para os seus principais clientes, bem como o desenvolvimento e implementação de um projecto de grande dimensão Indoor GSM/ UMTS para o novo Estádio da Luz. Além disso, está a firmar vários contratos de manutenção tanto para a rede fixa como para as redes móveis.

A CBE pretende ainda reforçar a sua capacidade de produção e fabrico de Shelter´s para Sites GSM/ UMTS (entre outras aplicações) iniciada em 2001, cujo investimento rondou os 350 mil euros. Preparando-se para «satisfazer as necessidades que se antecipam para o mercado em 2004», conta para já com um investimento na ordem dos 250 mil euros em 2003.

Nas comunicações móveis GSM/ UMTS e no standard CDMA, a CBE tem estabelecido parcerias estratégicas com alguns clientes, nomeadamente na construção de infra-estruturas, reengenharia de sites e soluções turn-key. De referir que em 2002 a área de Negócios Móveis da CBE cresceu 12%.

Por outro lado, alguns operadores móveis e fornecedores de equipamentos escolheram a CBE como empresa fornecedora oficial para 2003, na sequência de uma política de redução do número de empresas prestadoras de serviços na área do GSM/ UMTS na construção de infra-estruturas, reengenharias e soluções turn-key, o que consolidou a sua posição.

No que concerne internacionalização, a CBE está a trabalhar tanto na construção de infra-estruturas de redes de TV por cabo, Internet e Telefone como na área das comunicações móveis, estando em curso várias oportunidades de negócio em Marrocos. Finalmente, a empresa iniciou a comercialização e instalação do serviço ADSL em parceria com a Telepac, desenvolvendo uma estrutura especializada com operadores de telemarketing e equipas comerciais de venda porta-a-porta.

Encarando a actual conjuntura como «uma oportunidade para consolidar posições, atacar novas áreas de negócio, novos mercados, criar valor e ser um parceiro de eleição» para a base de clientes da CBE – que inclui empresas como a Optimus, TMN, Vodafone, Ericsson, Cabovisão, Novis, Lucent Technologies, Nortel, Siemens, WTS, ONI, RádioMóvel, Colt e Telepac, Carlos Barroqueiro está, contudo, cauteloso quanto à possível retoma da economia para este segundo semestre. E esclarece que a CBE prefere adoptar «um estilo de gestão com os olhos postos no futuro e pés bem assentes no chão», rematando: «é nos tempos de crise que se vê a verdadeira qualidade das empresas e a sua capacidade para transformar as adversidades em oportunidades».

Em 2002, a CBE investiu mais de 450 mil euros em Inovação, Formação e Tecnologia , para além de ter apostado no incremento de índices de produção mais elevados e num melhor controlo de custos. A criação de novas áreas de negócio e a reconversão e valorização dos quadros de pessoal foram outros objectivos estratégicos iniciados no ano passado.

Gabriela Costa

2003-05-07

http://www.cbe.pt

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